Home Empresa Serviços Recursos Técnicos Notícias Clientes Contato
Recursos Técnicos
Optimizing Global Trade in the 21st Century
Joshua Greenbaum
Published: Summer 2009
Beyond Supply Chain Visibility
Aberdeen Group
Published: July 2007
Instrução Normativa RFB nº 800 de 27 Dez 2007 - Siscomex Carga
Receita Federal do Brasil
Published: Dezembro 2007
The Business Value of Radio Frequency Identification (RFID)
Microsoft Corporation
Published: January 2006

Notícias
Artigo de José Tabeu Bijos, publicado na Revista Global.
Multicom.net e GT Nexus juntam forças para oferecer serviços avançados de logística pela Internet aos líderes industriais do quinto maior país do mundo.
O MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES convida as Agências de Navegação que operam no Sistema Mercante, para participar do processo de homologação da nova sistemática a ser implantada em função da integração com o Sistema Integrado de Comércio Exterior.

Área Restrita
Login:
Senha:

Esqueci a senha

  Notícias
Como agilizar o comércio exterior

José Tadeu Bijos,
diretor da Multicom.net e mestre em Ciências pela Universidade da Califórnia

O Brasil passa por um pleno crescimento das atividades de importação e exportação. A corrente de comércio do país alcançou US$ 200 bilhões entre abril de 2005 e março 2006, um valor recorde. Em 2004, foram US$ 159 bilhões e, em 2003, US$ 121 bilhões. Apesar disso, a principal porta para a movimentação das mercadorias - os portos - sofre com uma lista de malefícios que é o verdadeiro calcanhar de Aquiles do comércio exterior brasileiro, contribuindo fortemente com o Custo Brasil.  As dificuldades relativas à logística são fatores que levam a situações como navios atracados por longo tempo, gastos com estocagem e atraso nas entregas, comprometendo a competitividade principalmente dos exportadores, além de contribuir para a lentidão do sistema e a troca de informações com as autoridades portuárias. A solução passa necessariamente pela substituição da forma tradicional de operar pelo uso de documentos eletrônicos.

O governo está dando o primeiro passo ao iniciar a integração de três sistemas informatizados (Siscomex Carga, Sisportos e Marítimo). Com isso, fiscais da Receita Federal terão acesso a informações sobre as cargas antes mesmo de elas chegarem ao Brasil. Ou seja, terão o poder de fazer avaliações prévias de risco, pelo cruzamento dos dados fornecidos por diversas fontes. Depois da atracação do navio, a inspeção se tornará mais ágil.

O caminho obrigatório, no entanto, para o sucesso dessa iniciativa é a articulação com o setor privado, porque as companhias precisarão investir na contratação de empresas especializadas na troca eletrônica de documentos, o EDI (Eletronic Data Interchange). A medida acelera em, no mínimo, 70% os trâmites alfandegários. O novo sistema têm seus testes concluídos  no próximo dia 14.A estratégia está alinhada aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial das Alfândegas, que entre outras atribuições, tem como meta aumentar a capacidade de fiscalização, acelerando a velocidade do fluxo de passagem de cargas. 

As empresas de EDI recebem as informações, convertem para o formato estabelecido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e transmitem o documento na linguagem adequada. O principal benefício para os parceiros de negócios - governo e empresas - é a segurança. Ela se traduz no sigilo das informações, na garantia do sucesso e da agilidade da operação e na redução de erros, que atrasam o processo.

Um caso recente, do setor automobilístico, ilustra bem a importância da troca eletrônica de documentos. Um funcionário da General Motors, ao fazer um pedido ao fornecedor, digitou o valor do produto no campo destinado à quantidade. Em vez de uma única peça, foram encomendadas 1.988, num total de US$ 4 milhões. Esse foi o prejuízo da GM.

Levando a situação para o setor portuário, imagine o tamanho do problema que um simples erro de digitação pode causar a uma extensa cadeia de suprimentos, com parceiros em diferentes partes do mundo. E as chances de equívocos acontecerem não são poucas. Cada navio transporta dezenas de tipos de mercadorias, em centenas de contêineres. Eles geram um grande volume de informações e documentos para serem enviados ao governo por agências de navegação, consignatários, despachantes, importadores e outros agentes. Uma única embarcação pode ter mais de 3 mil conhecimentos de embarques para serem entregues.

Vale destacar ainda que o serviço especializado de EDI leva a um melhor aproveitamento da mão de obra nas empresas, uma vez que o trabalhador não precisará mais dedicar tempo especial ao preenchimento de formulários, já que há uma padronização de documentos, que são recebidos já no formato adequado. Isso significa diminuir gastos com o uso e o arquivamento de papéis.

O aumento no uso de EDI, imprescindível para a competitividade dos sistemas de logística e de transporte nacionais, chega ao Brasil , depois de experiências bem sucedidas na Europa, Sudeste Asiático e Estados Unidos. Mais que uma solução, o EDI é um investimento de médio a longo prazo para todo o comércio exterior brasileiro, colaborando para o desenvolvimento econômico do país.

Artigo Publicado na Revista Global -SP, em Junho de 2006.